Todo ano, o Grupo BMG precisa comunicar um assunto sério para milhares de funcionários espalhados entre as empresas do grupo: segurança da informação. Como evitar fraude, reconhecer um golpe, proteger um dado antes que ele vaze. É conteúdo importante e, ao mesmo tempo, é o tipo de conteúdo que ninguém escolhe ler por vontade própria.
O problema por trás de toda campanha interna obrigatória
Comunicado corporativo compete com a caixa de entrada cheia, o grupo de WhatsApp do time e qualquer outra notificação do dia. Cartilha formal e aviso técnico raramente vencem essa disputa por atenção, mesmo quando o assunto importa para a empresa inteira.
O Grupo BMG já sabia disso. Em anos anteriores, o #teamBP desenhou a campanha de segurança da informação usou uma temática circense para deixar o conteúdo mais leve. Neste ano, o desafio voltou: como comunicar um assunto sério, complexo e denso de um jeito que as pessoas realmente quisessem acompanhar?
O conceito: pop culture como estrutura do Grupo BMG
A saída foi usar séries e filmes que o público já conhece como estrutura narrativa para cada tema técnico da campanha.
Senha fraca e autenticação em duas etapas viraram “Game of Tokens”, com estética de Game of Thrones. Link suspeito e phishing viraram “Stranger Links”, puxando o clima de Stranger Things. Uso de rede pública e dispositivo desbloqueado viraram “Wi-Fi Potter”, com a estética de Harry Potter. Engenharia social e golpe por conversa viraram “La Casa de Dados”, referenciando La Casa de Papel. E o encerramento da campanha foi um quiz no formato “Jogos Vorazes” para testar o que o time realmente reteve dos temas anteriores.
Um teaser em formato de trailer de cinema abriu a campanha antes do primeiro conteúdo entrar no ar, criando expectativa como se fosse o lançamento de um filme de verdade.
Onde a inteligência artificial entrou
A arte de cada peça nasceu com apoio de inteligência artificial na geração das imagens. Isso acelerou a produção de cenários e personagens complexos, algo que levaria muito mais tempo para produzir do zero peça por peça.
Gerar imagem, porém, não foi o trabalho todo. A direção criativa da BluePause decidiu o que ficava e o que era descartado, ajustou composição, texto e identidade visual até cada peça fechar como parte de uma campanha única, não como imagens soltas. A inteligência artificial acelerou a produção. A direção criativa garantiu consistência de marca e clareza de mensagem.
Uma campanha, todos os canais, todas as empresas do Grupo BMG
A campanha rodou em múltiplos formatos: email marketing, wallpaper para as TVs internas, cartazes e adesivos de merchandising, além do teaser em estilo de trailer. Cada peça reforçava o contato de TI do grupo e o mesmo lema de encerramento, “Pequenas atitudes, grandes impactos”, amarrando toda a campanha numa identidade só.
O material chegou a todas as empresas do Grupo BMG, do banco às operações de agro, imobiliária, energia e tecnologia, cada uma recebendo a mesma campanha adaptada para o seu público interno.
O que fica de aprendizado
Esse case reforça algo que vale para qualquer empresa que precisa comunicar um assunto denso, seja compliance, segurança, processo interno ou mudança operacional: o problema raramente é o conteúdo em si, é o formato que carrega esse conteúdo. Quando o formato é familiar e interessante para o público, a mensagem séria passa com mais facilidade e ainda é lembrada depois.
Esse é o tipo de trabalho que a BluePause gosta de fazer: pegar um conteúdo sério e obrigatório e encontrar o ângulo que faz alguém escolher prestar atenção nele.
Sua empresa também tem um assunto importante que ninguém lê? Fale com a gente.










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